domingo, 22 de maio de 2016

Mensagem do Sol em Gêmeos

Tu és o Resultado das tuas Escolhas


Graças, Grande Pai, por fazeres de mim um Instrumento da tua Paz,
Por depositares, em mim, a Confiança, a Sabedoria, a Serenidade de pai!
Graças, Grande Mãe, por fazeres de mim um Instrumento do teu Amor,
Por depositares, em mim, a PazCiência, a Compaixão, a Generosidade de mãe!
Em vossas mãos, entrego minha alma, meu corpo, meu Ser.
Tudo encontro em vós: minha nutrição, minha cura,
minha morada, minha vontade, minha realização,
meu sentido, minha confiança, meu amor, minha paz.


Oração é a ação da hora. A oração nos religa ao todo, à Grande Vida que nos inspira a prosseguir. E esta oração tem me inspirado a prosseguir e, por vezes, regredir para poder transgredir, pois não há como progredir sem saber transgredir.
Ao transgredir nossos próprios hábitos, conseguimos nos religar à fonte da grande inspiração, da eterna criação que nos renova, nos rejuvenesce, nos revitaliza, na magia de cada instante, para o passo seguinte.
As escolhas são feitas, consciente ou inconscientemente, a todo instante de nossas vidas. São decisões que nos fazem mudar os rumos dos acontecimentos, mudar de ideia, mudar planos, mudar de casa, de cidade, de convívio, mudar o foco, mudar o olhar.
Porém, quando se fala em mudança, as pessoas de modo geral, estremecem e imediatamente se colocam contra em todas as esferas institucionais, optando pela mudança somente quando ela já é inevitável. Essa é a atitude reativa a qual espera a catástrofe destruir para agir, em detrimento da atitude proativa que prevê, vê antes e age, para, pelo menos, amenizar a catástrofe, se não puder evitá-la.
Somos seres habituados e conformados, e, assim, nos aprazemos com o conforto que o conhecido nos oferece, nos regozijamos em reafirmar nossos hábitos, pois foram eles que nos trouxeram até aqui. A questão que me incomoda ou desacomoda é:
A que preço? À custa de quem e do que? ...
Ao escolhermos o caminho da relatividade, que é o caminhar que respeita e reverencia as leis relativas a tudo, o que inclui cada sopro de vida no Universo inteiro, num único verso, que é o caminho que tem coração (com oração), escolhemos o caminho da comunhão (união com), da confiança (fiar com) e da convivência (viver com), o que alimenta mais e mais nossa consciência (estar ciente com). Esse é o caminho do simbolum, o caminho do simbólico, que unifica, constrói e vivifica o passo do que põe-se em marcha.
Ao escolhermos o caminho da reatividade, que é um caminhar que reverencia e respeita as leis reativas a tudo, o que exclui tudo o que não convier, num caminhar que reage a qualquer impulso habitual de acúmulo e de autoproteção, escolhemos o caminho do consumo (sumir com), do conforto (furtar com) e da complacência (aprazer-se com), o que alimenta mais e mais nossa condolência (adoecer com). Adoecer é cair na dor, é entrar num caminho onde a dor se reveste de amor e usa a máscara da benevolência. Esse é um caminho sem coração, sem oração, sem a ação da hora, onde tudo acontece por conveniência momentânea. Esse é o caminho do diabolus, o caminho do diabólico, que divide, separa, destrói e mortifica, eliminando o passo, o espaço, o abraço e o compasso de quem não segue o próprio coração.
Não por acaso, nosso Planeta está sendo consumido pela visão monocromática da reatividade; não por acaso, milhões de mulheres foram queimadas pela benevolência reativo-destrutiva da igreja; não por acaso vivemos numa harmonia reativamente imposta; não por acaso, a democracia em que vivemos não passa de uma reação ditatorial ao medo de perder de quem já tem demais, uma autocracia da normose; não por acaso, vivemos na monocultura de ideias e ideais.
Enquanto estivermos presos – porque cômodo – nessas malhas relacionais da sociedade, reconhecendo-nos e mantendo-nos como meros consumidores do sistema de produção, estaremos à mercê, e estar à mercê é omitir-se; omitir-se é estar ao sabor.
Quem não tem sabor próprio, está ao sabor do outro, ao sabor de uma escolha de um modo de vida que produz cada vez mais para uma população que já tem demais, esquecida de si mesma, em meio às suas montanhas de bugigangas decorativas, parafernálias eletrônicas e produtos de mascaramento da realidade interior e da incongruência exterior.

Trecho do livro "Educação para todas as Vidas: um novo olhar para a Vida, um rumo novo para a Educação" (do autor)

Um comentário:

  1. Acredito meu amigo Mauro, que quem busca a verdade, esta leitura é uma grande revelação para sabermos quem de verdade somos.

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