quarta-feira, 13 de abril de 2011

☿ Um Recado de Hermes


Quando algo não vai bem dentro, algo fora acontece para que acordemos para a vida. Esse é o sentido da paixão, da sincronicidade, do encontro, da intuição e do arrepio. Mas também é o sentido do acidente, da catástrofe, do desastre, do suicídio, da doença, da dor. Ambos sentidos têm o mesmo sentido: educar. E andam lado a lado; são as duas faces a que se refere Jesus. As faces paradoxais do Amor, que também é dor, que é absurdo e é graça.
           Esse é o sentido que precisamos levar para as nossas salas e salões; nossas salas de estar e nossos salões de atos, nossas salas de aula e nossos salões de fatos, pois estamos morrendo asfixiados, enfartados, angustiados, magoados pela hipocondria, isto é, presos em nós mesmos, acorrentados em nossos próprios “nós”, ao mesmo passo em que somos sufocados, pisoteados, silenciados e negados pela hipocrisia, ou seja, pela hipocondria do outro.
O sentido, “posto sobre a mesa”, esclarece a dor, enaltece o sentimento, fortalece o passo e suaviza o gesto, porque quando o doente (ente com dor) vê sentido na própria dor, imediatamente põe esse sentido na própria existência e, certamente, escolhe outra forma de viver e de morrer.
por MauroJoseSantin, do livro Educação para todas as vidas: um novo olhar para a Vida, um rumo novo para a Educação, nossa sugestão de leitura de hoje.

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