sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nada


São tantas vidas numa só alma,
São tantos caminhos numa só vida,
São tantos encontros num só caminho,
São tantos abraços num só encontro,
E tantos encontros num só instante,
Que, às vezes, não me encontro!
            São tantos nascimentos em cada morte,
            E muitas mortes em cada começo.
            Pra cada começo, um pé na estrada e outro na lua,
            Asas no coração e o infinito nos olhos.
                        Movo montanhas por causa de mim,
                        Em busca de um sopro, um alento,
                        Um lampejo, um sentido que seja,
                        Na flor, na estrada, no mar, no amor.
Vês que a hora é chegada?
O trem que parte na hora da vida,
Não é a mesma vida que chega na hora da morte,
A morte que parte na hora do nada.
És o nada do nada do nada da vida.
És ninguém nessa fantasia,
Apenas um sopro na noite vazia.
A noite acontece na morte do dia,
A vida se vai, a máscara cai
E tudo acontece no Nada, no nada do Nada.

Muito obrigado. De Nada.

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