sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Da noite, sonhei o dia

Não há só beleza ao olhar e nem a vida é tudo que se vê. Talvez, a beleza mais bonita esteja escondida pelos olhos do corpo, mas acolhida pelos da alma; é o amor, que transcende e acalma.
Não é só de ondas que é feito o mar. Da onda, nem sequer vemos a cor do mar. O mar é toda a sincronia da vida expressa pelas suas profundezas. Dele nasce o mais puro prazer da calma e do viver, do nascer e do acordar. Não há porquê temer a onda quando temos todo o oceano para atravessar.
Na escuridão calada da noite, talvez o sopro do vento traga receios do incerto. Mas no mais profundo incerto é que encontramos a confiança em saborear a vida e observar que na sombra e na escuridão está a mais bonita forma de amar.
É distinta pelo acaso e libertada pelo medo de errar.
Pelo amanhecer, eu sentia o sol aquecer e, conforme aquecia, eu me erguia e descobria toda a coberta e a energia que me trazia.
Enquanto dormia, eu era o dia, enquanto sonhava, eu era magia, e enquanto acordava eu era sintonia.
Em um outro dia, ainda quando o sol te cobria, eu vi do teu olhar o nascer da alegria. Vi do teu sorriso ressaltar a importância de um segundo perdido ao acordar e observar que a Vida é mais que o dia que ainda há de vir depois do luar.
E pelo nascer do sol (e o morrer do luar), descobrimos que não há vida antes do acordar. Só o sonhar.

Um comentário: